A leitura é uma porta que se abre devagar, pois que erra.
Erra por vagar, percorrer caminho sinuoso, dentro e fora ao mesmo tempo.
Ler é errar.
Não trilhar linha firme ou reta.
É mais avaliar o que se passa na escrita e dentro da gente quando nao se dá por isso.
É o caminho do sentimento aliado ao pensamento e à imaginação, impulsionado pela palavra, pelo sentido.
Sentidos múltiplos.
Por isso, ao ler, reflito.
Espelho, e a escrita me espelha.
Por isso, escolho o que leio. Se começo uma leitura que não me dá movimentos internos, troco por outra.
A primeira vez que li na vida, foi o título “mamãezinha” de um livro para crianças.
Como desconhecia o “til” e o som do “H”, li assim: “mamaezia”.
Não significou nada para mim, e corri para a mãe.
Então ela explicou o som “ã” e a combinação do “N” com o “H”.
Hoje, se eu lesse “mamaezia”, deixaria o som entrar.
Mas a primeira leitura tem impacto que não se repete.
Leio para pessoas em suas casas, há seis anos.
Ao ler para elas, leio para mim mesma, e é tão melhor refletir em companhia!
A leitura acompanhada é a porta que se abre para a alegria de conviver, refletir a três: o livro, a pessoa, eu.
No comments:
Post a Comment